OXC≡ANO

carregando a cidade sem manhã

loading0%
Capa de O Fim de Um Coração Partido — oxc≡ano

techno-opera · romance · cyberpunk

O FIM DE UM
CORAÇÃO PARTIDO

Numa cidade que não tem manhã, oxc≡ano descobre, na ruptura, que pertence aos Hiperafetivus luminescentis — corpos que brilham quando a dor ultrapassa o limite da pele. Uma techno-opera em três atos, e também um livro.

os três atos

uma história em três pulsos

Cada faixa é um capítulo. Cada capítulo, uma cena que o coração mecânico precisou atravessar para finalmente descansar.

Personagens de oxc≡ano — O Fim de Um Coração Partido

Ato I

Dói

a ruptura

“Dói. A ausência me apagou.”

No primeiro ato, oxc≡ano sente a dor crua da perda. O Coração Mecânico dispara sinais de alerta — a cidade não tem manhã, e a ausência é um vazio que consome. A dor é o primeiro passo: sem ela, não há luz. É na ferida que o brilho começa a nascer, como uma bioluminescência que o corpo não pediu mas não consegue apagar.

Ato I

Dói

em breve
Letra — Dói
Você estava ali Mas sempre ausente Escolhendo o silêncio Pra seguir no controle
Preso no espelho No próprio altar Tudo girava em você Sem espaço pra me olhar
Você prometeu mudar Eu quis acreditar Mas era sempre você Sempre você no lugar
Dói Sua ausência me apagou O amor perdeu a luz E tudo se quebrou
Casa virou tensão Você no controle Quando eu falava Você distorcia
Afeto calculado Sempre na balança Eu pagando o preço Da sua importância
Você prometeu mudar Mas não soube ficar Sempre você Sempre em primeiro lugar
Dói Sua ausência me apagou O amor perdeu a luz E tudo se quebrou
Dói Sua ausência me apagou O amor perdeu a luz E tudo se quebrou
Algumas dores não cabem no escuro.
Ato I — Dói — oxc≡ano

Ato II

Eu não sei partir

a abstinência

“Eu sei sentir. Eu não sei partir.”

No segundo ato, oxc≡ano está suspenso entre o que foi e o que poderia ser. Saber sentir não é saber partir — e essa é a armadilha dos Hiperafetivus: brilham tanto que esquecem como sair da própria luz. A cidade pulsa ao redor, indiferente, enquanto o coração mecânico tenta computar a equação impossível entre ficar e deixar ir.

Ato II

Eu não sei partir

em breve
Letra — Eu não sei partir
Eu sinto você Mesmo longe de mim Eu sinto você Mesmo sem fim
Teu silêncio fala mais Do que tudo que eu ouvi Eu fiquei quando doía Você não ficou aqui Toda vez que a luz se apaga Te sinto perto de mim
Eu tento partir Mas volto Eu tento partir Mas volto Teu nome fica Em mim
Respira Fica Respira Fica
Se isso é amor Deixa ficar Se isso é amor Deixa ficar
Eu não sei partir Eu não sei partir Eu fico aqui Eu ainda fico aqui
Não peço mais nada Não peço razão Só fico sentindo Essa ligação
Sem falar Sem falar Só sentir Só sentir
Se isso é amor Deixa doer Se isso é amor Deixa doer
Se isso é amor Deixa doer Se isso é amor Deixa doer
Eu fico aqui Eu fico aqui Eu ainda fico aqui Mesmo sem você
Eu sinto você Ainda em mim Se isso é amor Eu não quero mais amar
Ato II — Eu não sei partir

Ato III

Não me espere mais

a travessia

“Não me espere mais.”

No último ato, oxc≡ano encontra a resolução — não na cura, mas na aceitação. O brilho dos Hiperafetivus não precisa ser apagado; precisa ser compreendido. A lágrima azul digital finalmente se dissolve na cidade sem manhã, e o coração mecânico para de contar o tempo. Não é um final feliz. É um final verdadeiro.

Ato III

Não me espere mais

em breve
Letra — Não me espere mais
Aquele que dá A vida e o amor Pro seu amor Se perde na dor
Viver sozinho Tendo alguém ao lado Não é tão diferente De ficar abandonado
Quando eu partir O que vai ficar, amor? Só o meu perfume No elevador
Não me espere mais Não me espere mais Não mais Nunca mais
Me livro de tudo Daquilo que me cega Prefiro viver só Do que viver abandonado
Não me espere mais Não me espere mais Não mais Nunca mais
Ato III — Não me espere mais — Rosa Azul

romance

o livro

“A cidade não tinha manhã.”

Leia o prólogo e conheça o Arquivo Emocional, os Lucentes e a Clínica de Extração Afetiva. Uma narrativa que expande os três atos da techno-opera em um romance de ficção científica emocional — onde a dor é dados e o amor é um bug que ninguém conseguiu patchear.